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Reação em cadeia

A parceria estabelecida entre a Fidelidade Arte e a Culturgest teve como base um conceito dinâmico e inovador, que se pode definir a partir do título Reação em cadeia / Chain reaction.

O projeto iniciou-se com um convite do curador da Culturgest a um artista para conceber uma obra ou exposição específica, criada de propósito para ser exibida, num primeiro momento, no Espaço Fidelidade Arte e, num segundo momento, no espaço Culturgest Porto. Esse artista convidava o seguinte, em articulação com o curador, e assim sucessivamente, numa reação em cadeia geradora de ligações potencialmente inesperadas e surpreendentes.

O projeto envolveu três duplas intervenções por ano, – no Espaço Fidelidade Arte e na Culturgest Porto – e desenrolou-se num horizonte temporal de três anos. Houve, necessariamente, diferenças entre as intervenções do mesmo artista em Lisboa e no Porto, devido às caraterísticas específicas de cada espaço expositivo, cada “venue” sendo diferente da anterior. A diversidade (geracional, cultural e de tipologia de trabalho) foi essencial para este projeto.

Trata-se de um projeto que partiu da ideia de que, no mundo da arte, as ligações entre as propostas artísticas são inesperadas e surpreendentes, devolvendo a palavra e o poder de escolha aos próprios artistas. Num universo artístico muito mediado, esta proposta procurou estabelecer e abrir canais de comunicação entre os artistas e os públicos e, simultaneamente, margens de negociação entre artistas e a curadoria, assegurada pelo assessor das artes visuais da Culturgest, Delfim Sardo (2019-2020) e Bruno Marchand (2020-2021), assistidos por Sílvia Gomes que, na lógica do desenvolvimento do conceito de reação em cadeia, discutiram e repartiram essa curadoria com os artistas, os verdadeiros protagonistas do projeto.

A produção foi também assegurada pela Culturgest e pela sua equipa, coordenada neste projeto por António Sequeira Lopes em colaboração, no espaço expositivo da Culturgest Porto, com a respetiva responsável, Susana Sameiro.

O espaço Fidelidade Arte, em Lisboa, tem como responsável Ana Fontoura, diretora de Responsabilidade Social da Fidelidade.

O ciclo iniciou-se em 2019 com um programa que, cumprindo com esta lógica de sucessão, contou com a participação dos seguintes artistas:

#1 Ângela Ferreira (Moçambique, 1958)

#2 Jimmie Durham (EUA, 1940-Berlim, 2021)

#3 Elisa Strinna (Itália, 1982)

#4 Evan Roth (EUA, 1978)

#5 Alicia Kopf (Espanha, 1982)

#6 Las Palmas (Portugal)

#7 Rodrigo Hernández (México, 1983)

#8 Silvia Bächli (Suiça, 1956)

#9 Ângelo de Sousa (Moçambique, 1938-Porto, 2011)

No final de cada ano é compilada e publicada num livro a memória dos três projetos do ano, com extensa documentação sobre o seu desenvolvimento.