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Ângelo de Sousa começou a desenhar figuras que se assemelhavam a árvores em 1958, teria vinte anos. Fê-los toda a vida, de forma mais ou menos constante, mais ou menos intensa, e chegou a referir numa entrevista que foram as primeiras peças relevantes que fez enquanto artista. Chamava-lhes “árvores” – não como quem dá um nome, mas como quem põe uma alcunha.

As obras selecionadas para esta exposição permitem acompanhar o movimento que Ângelo de Sousa levou a cabo entre as árvores do final dos anos 1950 – virtuosas representações, algumas delas bastante detalhadas – e as “árvores” da viragem do século – massas grumosas, como raízes nodulares ou como tubérculos que se verticalizam na altura da página A5, modelados de forma irreal pela ponta angulosa de uma caneta flomaster. Pelo meio, um ror de declinações, variações e alternativas que, juntas, configuram o grande e singular mapa da “árvore” aos olhos do artista.

 

Esta exposição é o nono e último momento do ciclo Reação em Cadeia, uma colaboração entre a Fidelidade Arte e a Culturgest, que propôs aos artistas participantes a escolha do artista sucessor. Com curadoria de Delfim Sardo (2019–2020) e Bruno Marchand (2020–2022), o ciclo implicou uma adequação dos projetos expositivos às caraterísticas dos espaços que ocupou, a saber, a Fidelidade Arte, no Chiado, em Lisboa, e a Culturgest, nos Aliados, no Porto.