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A noção de experiência sincrética é particularmente oportuna quando falamos do encontro com o trabalho de Ricardo Jacinto (Lisboa, 1975). Isto porque, longe de se restringir a um campo de produção ou a um medium específico, este artista tem pautado a sua prática pela utilização de todas as ferramentas ao seu dispor para a criação de obras cuja experiência se quer una no seu sentido, porém múltipla nas suas formas, nos seus recursos e nos seus estímulos.
Movimentando-se sem restrições no campo da música, da escultura, do vídeo, da performance ou da arquitectura, Ricardo Jacinto tem vindo a desenvolver, desde o final da década de 1990, um corpo de trabalho de base eminentemente projectual, cuja metodologia se pauta por uma abertura significativa à experimentação e à colaboração entre pares. Independentemente das formas que assumem no momento expositivo, as obras deste artista concentram-se frequentemente no estabelecimento de perturbações que, ora subtis ora impositivas, nunca descuram a intensidade somática.