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No Ato 3 de LIMIAR DA TRILOGIA, enquanto ato final ou ato de misericórdia.

Permita-se-nos que a palavra misericórdia seja usada neste contexto curatorial, num sentido irónico e provocador. Quando questionamos ou pretendemos questionar que existe arte bruta e existe arte contemporânea realizada por artistas que sofrem da doença mental, esta palavra solta-se rapidamente.

Não pretendemos carregar mais essa diferença, aquela que se esconde numa constante obsessão em dividir ou não arte bruta da arte contemporânea. No espaço criativo do Manicómio, convive-se constantemente, questiona-se continuamente que essa diferença possa não existir.

A trilogia que agora termina – com a apresentação do trabalho de Joana Ramalho, Filipe Cerqueira e Zé dos Castelos – mostra a qualidade estéticas destes artistas, mas também o lado profissional de produção, comunicação e curadoria do coletivo.

A Joana representa os seus pensamentos, medos, alegrias, formas de olhar, de ver, de ouvir; em frases de uma caligrafia poética, numa poesia visual que renasce.
São de uma crítica romântica social.

Filipe Cerqueira apresenta 3 vídeo-projeções.
Ao descrever o seu trabalho, a única palavra que surge é “Filipe”.
O mundo do Filipe.
A expressão do Filipe.
A ação do Filipe.

Finalmente, o José, ou Zé dos Castelos.
Não sabemos se de facto vive num castelo (sabendo que na realidade não) ou se crê que essa realidade é real.
Zé é um rei, um príncipe, uma princesa, uma rainha.
Os desenhos do Zé não são meras referências arquitectónicas, mas sim vivências reais, vividas, experimentadas.
Não são castelos, são família, são lar.