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O trabalho que Bruno Pacheco tem vindo a desenvolver, desde meados da década de 1990, caracteriza-se pelo modo singular como responde aos desafios que a ubiquidade e a ultramediatização da imagem colocam à pintura contemporânea. Embora contemple também significativas explorações na área do vídeo e da produção de objectos, a sua obra centra-se sobretudo no âmbito da prática pictórica, recorrendo frequentemente à fotografia como ponto de partida. Produzidas pelo próprio ou resgatadas dos mais variados meios e suportes – sejam eles jornais, revistas, materiais publicitários ou a internet – as imagens que servem de base às pinturas de Bruno Pacheco constituem um álbum em permanente desenvolvimento, cuja orgânica interna é análoga à de uma colecção informal. Sujeitas a critérios de selecção orientados por parâmetros de relevância iconográfica, potencial associativo e pregnância visual, estas imagens passam depois por um aturado processo de alteração das suas características formais – enquadramento, luz, cor, acuidade – diluindo a sua relação umbilical com o referente fotográfico a favor da opacidade de toda a construção pictórica. O que deste exercício subsiste e se prolonga é a afirmação de uma particular forma de entender e, mais importante, de dar a ver a pintura.