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Ao longo de toda a sua actividade, Armanda Duarte tem atribuído um papel determinante à especificidade do lugar que acolhe as suas peças. Partindo de um estudo pormenorizado das características arquitectónicas do Chiado 8, o projecto que a artista agora apresenta tem na volumetria e no revestimento das salas de exposição a matéria de base para um conjunto de peças alicerçadas nas noções de equilíbrio, modulação, repetição e performatividade.

O trabalho que Armanda Duarte (Praia do Ribatejo, 1961) tem vindo a desenvolver desde meados da década de 1980 resulta de uma atenção que se divide por dois pólos de interesse radicalmente distintos. Por um lado, muitas das suas peças tomam como ponto de partida os mais discretos gestos do quotidiano, sinalizando as redes de cumplicidade e de troca que sustentam a nossa vida em comunidade. Por outro, a sua prática tem encontrado nos actos de medir, inventariar e categorizar, os instrumentos dilectos de uma observação paracientífica dos objectos que nos rodeiam. Da tensão gerada pelo encontro entre o rigor dos modelos científicos e o carácter afectivo das relações humanas, surgem esculturas, instalações e desenhos em cujas sobriedade e subtileza se esconde um intenso labor, ancorado num profundo respeito pela essência dos materiais e orientado por uma concepção intimista da experiência artística.